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Macroeconomia
Matéria: Economia e Regulação Setorial
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Produto e renda
Produto Interno Bruto (PIB) mede valor de bens e serviços finais produzidos no território: C+I+G+(X−M). “Final” evita dupla contagem; importações são subtraídas porque podem estar em C, I ou G sem serem produção doméstica. PIB nominal usa preços correntes; real usa preços de referência. Deflator=nominal/real×100.
PIB não mede bem distribuição, trabalho não remunerado, degradação ou bem-estar. Renda per capita é média, não mediana.
Inflação e emprego
Inflação é aumento persistente do nível geral, medida por cesta e pesos. Pode vir de demanda, custos, expectativas e inércia. Inflação relativa muda preços entre bens; deflação é queda geral; desinflação é redução da taxa ainda positiva.
Desemprego inclui pessoas sem trabalho que procuram. Taxa usa força de trabalho, não população total. Desalentados ficam fora e podem reduzir taxa sem melhora. Desemprego friccional, estrutural e cíclico têm causas e políticas distintas.
Demanda e oferta agregadas
Demanda agregada reúne gastos a cada nível de preço. Política fiscal, monetária, expectativas e exterior deslocam. Oferta de curto prazo responde a custos e capacidade; longo prazo depende de trabalho, capital, tecnologia e instituições. Choque de oferta negativo pode elevar inflação e reduzir produto.
Política monetária e fiscal
Banco Central influencia juros e liquidez para objetivos legais. Juros mais altos tendem a reduzir crédito e demanda, com defasagem e canais de câmbio, expectativas e ativos. Moeda cumpre meio de troca, unidade e reserva; multiplicação bancária depende de reservas, capital e demanda por crédito.
Política fiscal usa gasto, tributo e transferências. Déficit nominal inclui juros; primário os exclui. Dívida depende de resultado, juros, crescimento, inflação e ajustes. Estímulo pode ter multiplicador, mas capacidade, confiança e financiamento importam.
Setor externo e câmbio
Balanço de pagamentos registra transações correntes, capital e financeira. Déficit em conta corrente precisa de financiamento ou reservas. Depreciação cambial encarece importados e pode favorecer exportação, mas volumes respondem com tempo e dependem de contratos.
Ciclos e expectativas
Economia alterna expansão e recessão por choques, crédito, investimento e políticas. Indicadores antecedentes, coincidentes e defasados ajudam diagnóstico. Relações como curva de Phillips não são estáveis sem considerar expectativas e oferta.
Macroeconomia exige consistência entre identidade contábil e causalidade: X−M compõe PIB, mas aumentar exportação depende de comportamento, não apenas fórmula.
Visual de apoio — Fluxo circular de renda

Como ler: Famílias e empresas trocam fatores de produção, renda, bens e serviços; o diagrama ajuda a separar os fluxos reais dos monetários.
Fonte: Wikimedia Commons.
Editais e provas relacionados
O levantamento mestre aponta este eixo de estudo nos concursos abaixo. A prioridade e o cargo vêm do levantamento; os links levam aos materiais locais mais recentes disponíveis, com o ciclo identificado.
| Organização | Prioridade | Cargo/ênfase de referência | Edital | Prova de referência | Gabarito |
|---|---|---|---|---|---|
| Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) | P1 | Seleção 2024 — Analista/Administração | edital — 2024 | prova — 2024 | gabarito — 2024 |
| Comissão de Valores Mobiliários (CVM) | P1 | Concurso 2024 — Analista/Gestão (perfil 5) | edital — 2024 | prova — 2024 | gabarito — 2024 |
| Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) | P2 | Concurso 001/2025 — Analista de Gestão Corporativa/Administração Geral | edital — 2025 | prova — 2025 | gabarito — 2017 |
| Empresa de Pesquisa Energética (EPE) | P1 | Concurso 2024 — Analista de Gestão Corporativa | edital — 2024 | prova — 2024 | gabarito — 2024 |
A tabela indica onde procurar a incidência do eixo, não que toda prova contenha questão de cada subtópico.