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Classificação de materiais e curva ABC
Matéria: Produção, Materiais, Compras e Logística
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Identificação e padronização
Classificar materiais organiza cadastro, compra, armazenamento e controle. Um código único deve corresponder a uma especificação inequívoca. Duplicidades de cadastro fragmentam demanda e escondem estoque; descrições genéricas permitem substituição errada.
A classificação pode considerar a permanência patrimonial. Material de consumo perde identidade, esgota-se ou tem uso corrente; material permanente conserva utilidade por período prolongado e exige controle patrimonial conforme os critérios aplicáveis. A classificação não depende apenas do preço.
Quanto ao vínculo com o produto, materiais diretos integram ou são rastreados à produção, enquanto os indiretos sustentam a operação sem associação prática a uma unidade específica. Pela posição no fluxo, distinguem-se matérias-primas, componentes, produtos em processo e produtos acabados. Cada estágio determina responsáveis e forma de controle.
Características físicas e econômicas acrescentam outras exigências. Materiais perecíveis requerem gestão de validade e rotação. Os perigosos exigem segregação, sinalização e procedimentos de segurança compatíveis com o risco.
Itens frágeis precisam de embalagem, estrutura e manuseio que evitem avaria. Materiais de alto valor justificam acesso restrito, inventários mais frequentes e rastreabilidade reforçada.
Um mesmo material pertence simultaneamente a várias classes. É a combinação delas, e não um único rótulo, que orienta guarda, inventário e reposição.
Padronizar reduz variedade desnecessária e concentra demanda em opções aprovadas. Isso pode aumentar escala de compra, intercambialidade e facilidade de treinamento. Entretanto, eliminar variantes que atendem necessidades realmente diferentes transfere custo para a operação.
Normalizar estabelece regras ou critérios técnicos comuns, muitas vezes com apoio de normas reconhecidas. Especificar traduz a necessidade em atributos verificáveis de desempenho, dimensão, material ou qualidade. Uma especificação excessivamente dirigida a marca restringe competição; uma especificação vaga dificulta aceitar ou rejeitar a entrega.
Codificar atribui identificador único ao item para conectá-lo a cadastro, saldo e movimentações. Códigos duplicados fazem o mesmo material parecer estoques distintos, enquanto um único código usado para itens diferentes compromete reposição e rastreabilidade. As quatro práticas se apoiam, mas resolvem problemas diferentes.
Curva ABC
ABC classifica pela importância econômica anual: valor de consumo = demanda anual × custo unitário. Ordenam-se itens do maior para o menor, calculam-se percentuais acumulados e definem-se classes. Em regra aproximada, A concentra pequena parcela dos itens e grande valor; B é intermediária; C reúne muitos itens de baixo valor.
Exemplo: item X consome 1.000 unidades a R$ 50, valor anual R$ 50 mil; Y consome 10 mil a R$ 2, valor R$ 20 mil. X recebe maior prioridade econômica apesar do volume menor.
Percentuais 80/20 são orientação, não lei. A finalidade é aplicar controle diferenciado: itens A merecem previsão, inventário e negociação rigorosos; C podem usar reposição simples e lotes maiores, desde que risco permita.
Outras classificações
XYZ classifica criticidade: Z pode parar a operação ou comprometer segurança, mesmo barato. PQR pode representar popularidade ou frequência de movimentação. Vital, Essential e Desirable (VED) distingue vital, essencial e desejável. Fast, Slow e Non-moving (FSN) separa rápido, lento e sem movimento. Scarce, Difficult e Easy (SDE) considera escassez e dificuldade de aquisição.
Combinar ABC e criticidade evita erro clássico. Um fusível de R$ 20 pode ser C pelo valor e Z pela criticidade; tratá-lo com baixo controle cria risco desproporcional.
Inventário e saneamento
Inventário cíclico pode contar A com maior frequência. Itens sem movimento exigem investigar obsolescência, excesso ou reserva técnica. Acuracidade compara saldo físico e sistema, mas deve analisar causa: unidade de medida, baixa tardia, localização e cadastro.
Classificação é instrumento de política. Só gera benefício quando altera nível de serviço, frequência de revisão, estoque de segurança, autorização e estratégia de fornecimento.
Editais e provas relacionados
O levantamento mestre aponta este eixo de estudo nos concursos abaixo. A prioridade e o cargo vêm do levantamento; os links levam aos materiais locais mais recentes disponíveis, com o ciclo identificado.
| Organização | Prioridade | Cargo/ênfase de referência | Edital | Prova de referência | Gabarito |
|---|---|---|---|---|---|
| Petrobras Transporte S.A. (Transpetro) | P0 | Processo Seletivo Público (PSP) Terra/Nível Superior 2026.4 — Administração | edital — 2026 | prova — 2023 | gabarito — 2023 |
| NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A. (NAV Brasil) | P1 | Concurso 01/2026 — Analista de Gestão | edital — 2026 | prova — 2026 | gabarito — 2026 |
| Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) | P1 | Seleção 2024 — Analista/Administração | edital — 2024 | prova — 2024 | gabarito — 2024 |
| Empresa de Pesquisa Energética (EPE) | P1 | Concurso 2024 — Analista de Gestão Corporativa | edital — 2024 | prova — 2024 | gabarito — 2024 |
| Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) | P2 | Concurso 001/2025 — Analista de Gestão Corporativa/Administração Geral | edital — 2025 | prova — 2025 | gabarito — 2017 |
| Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. (TBG) | P1 | Processo Seletivo Público (PSP) 2023 — Analista Júnior/Gestão | edital — 2023 | prova — 2023 | gabarito — 2023 |
| Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) | P1 | Concurso 2023 — Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura, A1 Gestão e Suporte | edital — 2023 | prova — 2023 | gabarito — 2023 |
A tabela indica onde procurar a incidência do eixo, não que toda prova contenha questão de cada subtópico.