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Evolução do pensamento administrativo
Matéria: Administração Geral
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Por que surgiram teorias administrativas
A industrialização ampliou escala, divisão do trabalho e necessidade de coordenação. As teorias não se substituíram como versões de software: cada uma focalizou problemas diferentes e muitas práticas convivem hoje. A pergunta útil é qual variável cada abordagem privilegia, qual problema tenta resolver e quais limites possui.
Administração científica e produção
Frederick Taylor estudou o trabalho no nível da tarefa. A administração científica separou planejamento gerencial de execução, analisou tempos e movimentos, padronizou métodos, selecionou e treinou trabalhadores e associou remuneração à produtividade. Buscava “a melhor maneira” de executar sob condições definidas.
O ganho foi tornar processo e produtividade observáveis. O limite foi tratar o trabalhador de modo excessivamente econômico e fragmentar tarefas, subestimando relações sociais, aprendizagem e variabilidade. Fordismo acrescentou linha de montagem, peças padronizadas, produção em massa e integração para alto volume e pouca variedade.
Teoria clássica e burocracia
Henri Fayol olhou a organização inteira. Formulou funções administrativas — prever/planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar — e princípios como unidade de comando, divisão do trabalho, autoridade e responsabilidade. Diferentemente de Taylor, seu foco era estrutura e direção.
Max Weber descreveu burocracia como tipo ideal de dominação racional-legal: competências definidas, hierarquia, regras impessoais, profissionalização, documentos e seleção por mérito. “Burocracia” aqui não significa necessariamente lentidão; é uma forma previsível de impedir favoritismo e arbitrariedade. Disfunções aparecem quando regras viram fim, ocorre excesso de formalismo, resistência à mudança e atendimento perde a finalidade.
Relações humanas e comportamento
Os estudos de Hawthorne, associados a Elton Mayo, ajudaram a deslocar atenção para grupos informais, normas sociais, comunicação e sentimento de pertencimento. Produtividade não depende apenas de condições físicas e salário. A escola de relações humanas, porém, pode romantizar harmonia e ignorar conflito de interesses e poder.
A abordagem comportamental aprofundou motivação, liderança e decisão. Simon contestou o administrador perfeitamente racional: informação, tempo e capacidade cognitiva são limitados, então decisões buscam solução satisfatória. Teorias de Maslow, Herzberg, McGregor e outras devem ser compreendidas como modelos, não leis universais.
Sistemas e contingência
A abordagem sistêmica vê a organização como sistema aberto: recebe insumos do ambiente, transforma-os em produtos e serviços, recebe feedback e precisa manter equilíbrio dinâmico. Subsistemas são interdependentes; otimizar um setor pode prejudicar o todo. Estoques mínimos em compras, por exemplo, podem aumentar interrupções na operação.
A teoria contingencial rejeita uma estrutura universalmente melhor. Tecnologia, ambiente, estratégia, tamanho e incerteza condicionam desenho e gestão. Ambientes estáveis toleram estruturas mecanicistas, com formalização e centralização; contextos inovadores favorecem arranjos orgânicos, comunicação lateral e autonomia. Não significa “tudo depende” sem critério: exige diagnosticar variáveis e buscar ajuste.
Desenvolvimentos posteriores
Qualidade total enfatizou cliente, prevenção, melhoria contínua e participação. Lean combate desperdícios e melhora fluxo. Gestão por processos atravessa departamentos. Teorias institucionais mostram que organizações adotam práticas também para obter legitimidade, não somente eficiência. Aprendizagem, conhecimento, recursos e capacidades explicam adaptação e vantagem.
Para reconhecer uma abordagem, observe primeiro qual problema organizacional o enunciado tenta resolver. Padronização do método de trabalho, estudo de tempos e supervisão funcional remetem à administração científica de Taylor, cujo foco recai sobre a eficiência da tarefa. Princípios gerais, funções administrativas e estrutura da organização aproximam o caso de Fayol, que analisou a administração a partir do nível organizacional.
Regras impessoais, cargos formalizados e autoridade legal-racional apontam para Weber e o modelo burocrático. Já a descoberta de grupos informais, a influência das relações sociais e a atenção à motivação caracterizam a reação humanista ao tratamento excessivamente mecânico do trabalhador.
Quando a organização aparece como conjunto de partes interdependentes que troca recursos com o ambiente, a leitura é sistêmica. Se o texto sustenta que a estrutura eficaz depende de tecnologia, ambiente, porte ou estratégia, o raciocínio é contingencial: não existe uma única solução administrativa superior em qualquer situação.
Essas pistas devem ser lidas em conjunto. “Estrutura” aparece em várias teorias e “pessoas” não pertencem apenas à escola humanista. O que distingue cada abordagem é a pergunta central, a unidade de análise e o mecanismo usado para explicar o desempenho.
Editais e provas relacionados
O levantamento mestre aponta este eixo de estudo nos concursos abaixo. A prioridade e o cargo vêm do levantamento; os links levam aos materiais locais mais recentes disponíveis, com o ciclo identificado.
| Organização | Prioridade | Cargo/ênfase de referência | Edital | Prova de referência | Gabarito |
|---|---|---|---|---|---|
| Petrobras Transporte S.A. (Transpetro) | P0 | Processo Seletivo Público (PSP) Terra/Nível Superior 2026.4 — Administração | edital — 2026 | prova — 2023 | gabarito — 2023 |
| NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A. (NAV Brasil) | P1 | Concurso 01/2026 — Analista de Gestão | edital — 2026 | prova — 2026 | gabarito — 2026 |
| Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) | P1 | Seleção 2024 — Analista/Administração | edital — 2024 | prova — 2024 | gabarito — 2024 |
| Comissão de Valores Mobiliários (CVM) | P1 | Concurso 2024 — Analista/Gestão (perfil 5) | edital — 2024 | prova — 2024 | gabarito — 2024 |
| Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. (TBG) | P1 | Processo Seletivo Público (PSP) 2023 — Analista Júnior/Gestão | edital — 2023 | prova — 2023 | gabarito — 2023 |
| Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) | P1 | Concurso 2023 — Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura, A1 Gestão e Suporte | edital — 2023 | prova — 2023 | gabarito — 2023 |
A tabela indica onde procurar a incidência do eixo, não que toda prova contenha questão de cada subtópico.