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Fluência e qualidade de dados ​

Matéria: Sistemas de Informação e Dados
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Fluência ​

Ser fluente em dados é formular pergunta, localizar fonte, compreender estrutura, analisar, comunicar e decidir reconhecendo incerteza e ética. Não equivale a dominar uma ferramenta. A primeira pergunta é “qual decisão?”, seguida por população, unidade, período e definição.

Dimensões de qualidade ​

Exatidão indica quanto o valor representa a realidade. Um endereço com formato correto ainda é inexato se não corresponde ao local do cliente. Completude verifica se os campos e registros necessários existem; ela deve ser avaliada conforme o uso, pois nem todo campo vazio constitui problema.

Consistência examina se valores relacionados seguem regras e não se contradizem entre fontes. Tempestividade avalia se o dado está atualizado e disponível quando a decisão precisa dele. Um saldo correto de ontem pode ser inadequado para autorizar operação em tempo real.

Validade verifica formato, domínio e regra, como data possível e código pertencente à lista autorizada. Unicidade impede que a mesma entidade seja representada por duplicatas que distorcem contagem e contato.

A integridade referencial preserva relações entre registros. Um pedido não deve apontar para cliente inexistente. As dimensões podem entrar em tensão: exigir campo obrigatório aumenta completude aparente, mas pode incentivar preenchimento falso e reduzir exatidão. Qualidade deve ser definida pelo processo e pela decisão que o dado sustenta.

Qualidade é adequada ao uso. Endereço sem complemento pode servir a análise por cidade e falhar em entrega. Meta de 100% pode ser inviável ou desnecessária; defina limiar pelo impacto.

Perfil e limpeza ​

Profiling examina distribuição, tipos, faltantes, extremos e duplicidade. Limpeza pode padronizar, corrigir, deduplicar ou imputar, sempre preservando dado original, regra e rastreabilidade. Remover outlier só porque é extremo pode apagar fraude ou evento real.

Ausência pode ser aleatória ou relacionada ao fenômeno. Preencher média reduz variância e pode enviesar; escolha depende do mecanismo e análise.

Causa na origem ​

Erros surgem por interface, definição, integração, incentivo e processo. Corrigir relatório mensalmente sem tratar captura mantém custo. Regras automáticas previnem formatos inválidos; reconciliações detectam divergência; steward coordena correção.

Indicadores e linhagem ​

Scorecard mede dimensão por campo crítico, tendência e responsável. Linhagem mostra origem, transformações e consumidores, essencial para explicar número e avaliar impacto de mudança.

Leitura crítica ​

Denominador, base, seleção, sazonalidade e agregação alteram conclusões. Média pode esconder grupos; correlação não causa; dashboard pode omitir incerteza. Reprodutibilidade exige consulta, versão, data e transformação documentadas.

Qualidade não é projeto único. Dados mudam com processo e sistema; monitoramento detecta degradação e fecha ciclo com quem produz o dado.

Se 5% dos códigos estão ausentes, pergunte onde e para qual uso: concentrados em clientes novos, podem enviesar análise de crescimento; distribuídos em campo opcional irrelevante, talvez não justifiquem custo de correção.